Vida UrbanaPOR PONTO URBANOPUBLICADO EM 18/01/2018

Qual habilidade comportamental você desenvolverá em 2018?

Mesmo que você não esteja efetivamente buscando um emprego, já deve ter se pegado comparando uma lista de requisitos com as suas próprias habilidades, perguntando-se como qualificar seus conhecimentos técnicos em programas, aplicações ou gestão e se eles se encaixam no que está solicitado. Estas são as chamadas hard skills, ou habilidades técnicas, e o seu nível de domínio irá indicar a sua facilidade e efetividade ao desenvolver um determinado trabalho ou projeto. E enquanto essas são habilidades que impactam na velocidade de uma carreira, outras características chamadas soft skills, ou habilidades comportamentais, dão uma roupagem à sua performance.

Dependendo das soft skills de cada um, teremos alguém conhecido como o líder, o brincalhão, o cara que sabe trabalhar em equipe, o funcionário leal, o focado. Têm sido cada vez mais importante dar atenção à essas proficiências e perceber que, igualmente importante do que melhorar seu conhecimento em finanças, é desenvolver habilidades de comunicação, linguagem corporal ou colaboração.

Para a Christiano de Oliveira, CEO da Partner Consulting, quando um profissional almeja uma posição de liderança ou quando este profissional já ocupa uma posição de liderança, é fundamental alocar em seu PDI (plano de desenvolvimento individual) a conquista e o desenvolvimento de habilidades comportamentais. “Dentro de uma empresa, uma instituição ou uma organização, seja esta com ou sem fins lucrativos, quanto mais alta for a posição ocupada na pirâmide hierárquica do organograma, mais importante é que o profissional possa ter seu leque de habilidades comportamentais desenvolvido. Quanto mais amplo for o repertório comportamental de um profissional, maior será a facilidade de trânsito que ele terá em todos os níveis; quanto maior for o cardápio de possibilidades de comportamento, maior a chance de eficiência em um modelo de gestão” afirma o executivo.

 Na opinião de Oliveira, as características mais importantes a serem desenvolvidas são: saber dizer não, saber dizer sim, saber motivar, saber reconhecer, saber cobrar, saber direcionar, saber monitorar e saber ensinar são habilidades essenciais. “Em outras palavras, as 4 dimensões da liderança: líder gestor, líder, coaching, líder mentor, líder transformador. Inspirar para o futuro, gerir metas e objetivos, apoiar o desenvolvimento e o crescimento da carreira de liderados e facilitar o desenvolvimento de pessoas depende muito das habilidades comportamentais. Extrair o melhor de uma equipe é muito mais habilidade comportamental do que competência técnica”, finaliza ele.

Agora, que tal fazer uma autoanálise sobre como está o desenvolvimento das suas habilidades comportamentais e traçar uma estratégia para melhorar as mais importantes para você, ao longo de 2018? =)

 

Palavra de empreendedor:

“As soft skills que considero mais importantes são: comunicação, pensamento crítico, tomada de decisão, liderança, networking, persuasão, teamwork e gestão do tempo. Acredito que a comunicação e persuasão andam juntas, pois a vida do empreendedor é sempre convencer alguém daquela ideia maluca que eles tendo neste momento. Eu acho que pensamento crítico é essencial, pois você vai questionar absolutamente tudo. Teamwork é ótimo pois não tem como ter sucesso sozinho. E por fim, a gestão do tempo é importante para organização do dia a dia, conciliando família, amigos e o business”.
Renato Borges, CEO Agro Inteli.
 

“Entendo que é preciso desenvolver competências adquiridas como autodidata e através de experiências vividas no ambiente de trabalho e na participação em eventos, como ética, empatia, proatividade, honestidade, resiliência, networking e capacidade de trabalho em equipe. Ao meu ver, sem estas características, é bastante complicado manter um relacionamento de trabalho e evoluir como time, como equipe”.
Carlos Magno, CEO da Resultados Chave.
 

“Soft skills, ou relações comportamentais, são habilidades que todos possuem em graus de diferentes e diferentes tipos. O que realmente importa, no que tange o examinador, é como identificá-las e quais delas o recrutador procura dentro dos padrões solicitados por cada cliente ou posição. Já no que toca o posição do examinado, ele também precisa saber identificá-las em si mesmo e trabalhar as que melhor lhe convier de acordo com suas necessidades de trabalho. Ou seja, soft skills não são monstros a serem vencidos, mas amigos a serem cativados”.
Renata Gomes, Webdesigner da RVtecno.