Cresça seu negócioPOR PONTO URBANOPUBLICADO EM 25/01/2018

Qual caminho escolher?

Talvez uma das maiores causas de ansiedade e estresse vividas por empreendedores e líderes do mundo todo esteja nos momentos que antecedem momentos de virada e definições a respeito do posicionamento da empresa, de um determinado projeto, na hora de escolher um sucessor ou qualquer outra situação crítica de gestão. Tanta preocupação tem fundamento: ao escolher determinado caminho, é preciso avaliar diversos cenários, pensar sobre suas consequências e assumir responsabilidades.

Não existe fórmula pronta: para Fernando Gonçalves, especialista em finanças e master em Psicologia Positiva, Wellness Coaching e em Psicologia das Emoções, cada processo de tomada de decisão é bastante pessoal, pois cada indivíduo é único na forma de dar significado às situações e, consequentemente, tomar decisões.

“Enquanto algumas questões deixam alguns à vontade, para outros, a mesma situação pode produzir grande dúvida e ansiedade. Essa diferença de lente é explicada pelo temperamento (inato) com mais ou menos introversão/extroversão, mais ou menos calma/ansiedade etc e também pelo sistema de crenças do indivíduo, que foi construído por suas experiências com cuidadores e todo atravessamento cultural e social com suas regras, normas, valores e códigos”, explica Gonçalves.

 

O que deve ser colocado na balança ao escolher o caminho a seguir?

Para o coach, um exercício simples, mas permanente de autoconhecimento, é perguntar-se: “o que é valioso para mim"? A decisão está coerente com sua escala de valores? Minha escala de valores é coerente ou é oportunista? Meus sonhos, talentos, código motivacional, orgulho e vaidade sob controle estão sendo respeitados? Respeitando o que é valioso para você, há grandes chances de tomar uma decisão mais sábia e coerente.

 

Decisão tomada. E agora?

Uma vez decidido o que fazer, é hora de encarar as consequências. “Creio que a melhor maneira de lidar com os desdobramentos da decisão é ter, antes de mais nada, uma atitude de abertura à aprendizagem e ao crescimento que toda situação esconde. Ser honesto, assumir a responsabilidade e do fundo do coração se perguntar: o que aprendi com essa decisão? Obviamente, parte-se da premissa que a situação foi estratégica e operacionalmente bem analisada, os melhores esforços foram empenhados e com isso é possível se fazer um acordo de paz com o aleatório e a incerteza e interpretar positivamente qualquer que seja o desdobramento da decisão”, tranquiliza Gonçalves.

 

Ouça sua intuição

Gonçalves afirma que a intuição é uma parte importante de qualquer julgamento, está hospedada no nosso cérebro automático e é eficiente em uma série de situações, especialmente às associadas à nossa segurança e necessidade de respostas rápidas.

No entanto, creio que a síntese, a integração e a junção de polaridades como intuição e raciocínio analítico (cérebro automático/cérebro consciente) é que garante julgamentos mais alinhados com a eficiência, performance e felicidade”, finaliza ele.

 

Palavra de empreendedor

Quando preciso tomar uma decisão delicada ou complexa, considero 3 pontos cruciais. Faço uma comparação dos possíveis cenários através de uma matriz de perdas e ganhos (análise SWOT), levando em conta o estado atual e o estado desejado. Os pontos que sempre se destacam são:

• Como o cliente vai ser impactado;

• Como a equipe vai ser impactada;

• Como a burocracia pode ser simplificada ou reduzida.
 

Outros pontos como custo (tempo e dinheiro), expertise dos envolvidos e captação de Leads também entram na pauta e em pouco tempo, eu já consigo ficar mais tranquila com relação ao impacto e resultados esperados após a decisão”.
Glinda Martin - empreendedora e fundadora da TopScore English