Vida UrbanaPOR PONTO URBANOPUBLICADO EM 22/02/2018

O impacto da tecnologia

Redes sociais, e-mails, softwares de gestão, Kindle, relógios inteligentes, internet das coisas, smartphones, wireless, bluetooth, computador de bordo, GPS. Novos aparelhos que nos conectam à tecnologia cada vez mais intrínseca às nossas atividades cotidianas mais corriqueiras são inventados a todo momento no mundo. Globalização já é um termo que deixou de ser definido nas aulas de geografia: ela é experimentada e vivenciada pelos seres humanos movidos a notificações.

Com o avanço da tecnologia, estamos diretamente conectados às nossas redes - sejam elas de trabalho ou sociais -, e não está sendo fácil lidar com a demanda de solicitações online. Ainda não chegamos a um futuro perturbador como o mostrado na série Black Mirror, mas muito tem se discutido sobre o impacto da tecnologia nas relações, na saúde e na felicidade dos indivíduos.

Quando fechamos a lente para a vida profissional, basta fazer uma autoanálise para comprovar que os limites com sua vida pessoal estão quase inexistentes. Todos querem praticidade e agilidade, querem se comunicar o tempo todo e, por isso, mandam mensagens, áudios ou e-mails toda hora, esperando respostas imediatas.

Para a psicóloga Marilene Kehdi, especialista em doenças psicossomáticas, vivemos uma época de pessoas imediatistas, que não se preocupam em saber se o outro pode ou quer responder imediatamente, e quando clientes, superiores, líderes ou gestores não têm esse bom senso, as relações profissionais podem se tornar muito complicadas.

É muito importante haver uma conversa franca a respeito dos horários e dias para ser chamado fora do expediente, quando e se isso for necessário - o que pode acontecer em fases críticas de projetos, por exemplo. Mas no geral, quem manda uma mensagem ou um áudio deve entender que o outro irá responder quando puder, quando quiser,  e que a insistência em alguns casos denota total falta de educação e respeito pela vida, agenda e compromissos do outro”, sentencia a psicóloga.

 

Para uma nova ordem, uma nova educação

E se todos nós estamos passando por uma mudança de paradigmas no que diz respeito à horários comerciais e a separação entre o profissional e o pessoal, é preciso que todos se atentem para algumas boas práticas, pontuadas por Kehdi:

  • Assim que você passar um contato para um cliente ou para a empresa em que você estiver iniciando seu trabalho, converse a respeito desse assunto.
     
  • Antecipe-se e empenhe-se para que essa comunicação seja feita de forma transparente e que agrade os dois lados. Seja claro ao expor os limites para assim evitar futuros conflitos.
     
  • Use o bom senso para filtrar e selecionar aquelas mensagens que realmente precisam de resposta imediata.
     

E lembre-se: ao impor limites próprios para atender ligações, responder mensagens ou qualquer tipo de comunicação fora do expediente do trabalho, você está se respeitando, está visando a sua qualidade de vida. “Em benefício da sua saúde mental, psicológica e emocional, você deve e merece respeitar os seus horários de folga, de lazer e de encontros familiares. Se você não desconectar um pouco de tudo que exige demais a sua concentração e o seu foco, em curto prazo o estresse irá consumi-lo. Hoje, o estresse é a principal causa de desencadeamento de doenças ocupacionais e mentais como a ansiedade generalizada, a síndrome do pânico e a depressão em todo o mundo. Além disso, o estresse desencadeia alterações na pressão arterial, na diabetes e problemas no coração”, alerta Kehdi.

Nós, da Ponto Urbano, esperamos que você consiga organizar suas demandas profissionais e pessoais da forma mais equilibrada possível, e que encontre em nossos espaços de coworking um lugar agradável para ajudar nesse balanço positivo!

Até breve.